Pesquisar este blog

domingo, 28 de agosto de 2011

Duas posições de dormir que se deve evitar

Qual a posição de dormir que fornece a melhor saúde das articulações e músculos?
A verdade é que um estilo de dormir não funciona necessariamente para todos. Eu teria que dizer, porém, que existem duas posições de dormir em particular, que se correlacionam com problemas no pescoço e ombro:
1. Dormir de barriga para baixo não é uma grande idéia. O principal problema com esta posição é que você deve virar a cabeça para um lado, a fim de respirar de forma eficaz. As pessoas tendem a virar a cabeça de forma consistente para o mesmo lado como uma preferência: o resultado a longo prazo pode ser "desgaste" nas articulações da coluna cervical . Esta situação é absolutamente comparável ao sentar em um computador o dia todo com o seu monitor para um lado. Não é ergonomicamente correto estar constantemente girado para um lado, se é para oito horas por dia olhando para uma tela de computador ou oito horas por noite dormindo com a cabeça virada para um lado.
2. A segunda posição de dormir que os pacientes encontram-se frequentemente é o lateral com os braços numa posição elevada. Muitas pessoas relatam que eles vão enrolar o travesseiro em torno de sua cabeça e fixa com seus braços.
Esta posição coloca pressão para baixo no ombro. O peso do corpo colocado neste ombro, em muitos casos irá causar uma compressão do feixe nervoso que passa no braço. Os sintomas disso incluem acordar com dormência no braço e mão.
Deitado sobre o lado também tende a empurrar a cabeça do úmero para a frente, colocando-o numa posição ideal para a invasão dos tendões do manguito rotador. Eu tenho visto muitos pacientes que atrasaram suas recuperações de lesões no ombro, porque eles insistem em dormir sobre o ombro ferido.
Seja criativo sobre como alterar sua posição de dormir. Eu tive um paciente que me disse nesta semana que ele mudou o posicionamento de sua cama, assim, sempre que ele virava para o lado que costumava agredir seu ombro, era onde o sol incidia e ele lembrava do ombro lesionado, não permanecendo naquela posição. Grande idéia!

domingo, 7 de agosto de 2011

Bandagem rígida ou Kinesio Tape para entorses em inversão?

Efeitos da bandagem Kinesio comparada a bandagem esportiva não elástica (rídida) e sem bandage durante uma perturbação em inversão súbita em atletas masculinosKristin Briem, Hrefna Eythörsdöttir, Ragnheidur G. Magnúsdóttir, Rúnar Pálmarsson, Tinna Rúnarsdöttir, Thorarinn Sveinsson. J Orthop Sports Phys Ther 2011;41(5):328-335
PROJETO DO ESTUDO: Estudo de laboratório controlado.

OBJETIVOS: Examinar o efeito de 2 tipo sde bandagem adesiva comparada a nenhuma na atividade muscular do fibular longo durante uma perturbação repentina em inversão nos atletas masculinos (futebol, handball, basquetebol).

BACKGROUND: As entorses de tornozelo são comuns nos esportes, e os músculos fibulares tem um papel em fornecer a estabilidade funcional do tornozelo. A bandagem do tornozelo profilática com bandagem esportiva não-elástica tem sido usada para restringir a inversão do tornozelo. A bandagem Kinesio, uma bandagem elástica esportiva não foi estudada para essa finalidade.

MÉTODOS: Cinquenta e um atletas masculinos de primeira divisão foram testados para a estabilidade funcional de ambos os tornozelos com o Star Excursion Balance Test. Baseado nos resultados, aqueles com as 15 pontuações mais elevadas e aqueles com as 15 mais baixas da estabilidade foram selecionados para um teste adicional. A atividade muscular do longus dos fibularis foi então medida por eletromiografia de superfície durante uma perturbação repentina da inversão. Cada participante foi testado sob 3 circunstâncias: bandagem no tornozelo não elástica, bandagem Kinesio Tape para o tornozelo, e sem nenhuma bandagem no tornozelo.

RESULTADOS: A atividade muscular média significativamente maior foi encontrada quando os tornozelos estavam com a bandagem não elástica comparada a nenhuma bandagem, enquanto a Kinesio Tape não teve nenhum efeito significativo na atividade muscular média ou máxima comparada a nenhuma bandagem.

CONCLUSÃO: A bandagem esportiva não-elástica pode aumentra o suporte dinâmico dos músculos do tornozelo. A eficácia de Kinesio Tape em impedir entorses de tornozelo através do mesmo mecanismo é improvável, já não teve nenhum efeito na ativação do músculo fibular longo.

Fonte: J Orthop Sports Phys Ther 2011;41(5):328-335
www.terapiamanual.com.br

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Tração não traz benefícios para a lombar segundo a Cochrane


A tração lombar mantida ou intermitente geralmente aplicada por máquinas ou aparatos foi muito utilizada na década de 70 e 80 no tratamento das dores lombares, ciáticas e "herniações do disco". O efeito suposto da técnica é reduzir a herniação do disco e aumentar os espaços foraminais ou do canal vertebral, aliviando assim a pressão sobre estruturas que causam geralmente a dor lombar. A partir da década de 90, entretanto, seu uso foi diminuído pois pesquisas mostraram que estes efeitos mecânicos só estavam presentes na hora da tração e não permaneciam após seu uso e também porque houve uma mudança de enfoque no tratamento de problemas lombares que passsou a considerar não apenas a deformação do disco, mas a função da coluna, controle motor e aspectos psico-sociais.   

Uma revisão recente na literatura parece confirmar os efeitos pobres da tração na coluna. Foi publicada recentemente pela Cochrane Collaboration (http://www.cochrane.org/)., uma organização renomada internacional, independente e sem fins lucrativos que têm colaboração de instituições científicas na área de saúde de mais  de 100 países. Nesta revisão de título "Tração para dor lombar com ou sem ciática", foram incluídos 25 melhores estudos somando no total 2206 pacientes e a conclusão é  que "os resultados destes estudos envolvendo tanto pacientes com dor lombar aguda, sub-aguda ou crônica e pacientes com ciática ou sem foram consistentes indicando que a tração contínua ou intermitente não é um tratamento eficaz para estas condições".



Segue abaixo o resumo em português destes publicação e o original pode ser acessado clicando aqui.

Sumário

A tração é usada para tratar a dor lombar, frequentemente com outros tratamentos.

Objetivos

Para determinar a eficácia da tração, comparada aos tratamentos de referência, ao placebo, à tração “falsa” ou ao nenhum tratamento para a dor lombar.

Estratégia de busca

Nós procuraramos CENTRAL (The Cochrane Library 2006, edição 4), MEDLINE, EMBASE, e CINAHL até outubro de 2006, referências em revisões relevantes e arquivos pessoais.

Critérios de seleção

Estudos controlados randomisados que envolveram a tração para tratar (mais de 12 semanas) a dor lombar não específica aguda (uma duração de menos de quatro semanas), sub-aguda (quatro a 12 semanas) ou crônica com ou sem a ciática.

Levantamento de dados e análise

Os estudos, avaliação de qualidade metodológica e a extração de dados foi feita independente por dois autores. Já que havia dados insuficientes para a associação estatística, nós executamos uma análise qualitativa.
Nós incluímos 25 ERC (2206 pacientes; 1045 trações de recepção). Cinco experimentações foram consideradas de alta qualidade.

Para estes pacientes há:

- evidência forte de nenhuma diferença estatistica significativa nos resultados entre a tração como um único tratamento e o placebo, a tração “falsa” ou nenhum tratamento;
- evidência moderada que a tração como um único tratamento não é mais eficaz do que outros tratamentos;
- evidência limitada de nenhuma diferença significativa nos resultados entre um programa padrão da fisioterapia com ou sem tração contínua.

Ainda há evidências conflitantes no que se refere a:

- autotração comparada ao placebo, a tração “falsa” ou a nenhum tratamento;
- outras formas de tração comparadas a outros tratamentos;
- formas diferentes de tração.

Conclusões dos autores e Implicações para a prática
Os resultados dos estudos disponíveis que envolvem grupos misturados de pacientes agudos, sub-agudos e crônicos com a dor lombar com e sem a ciática eram completamente consistentes, indicando que a tração contínua ou intermitente como um único tratamento para a dor lombar não é provavelmente eficaz para este grupo. A tração para pacientes com ciática também não pode ser considerada eficaz tampouco, devido aos resultados incompatíveis e aos problemas metodológicos na maioria dos estudos.
Implicações para a pesquisa

Toda a pesquisa futura sobre a tração para pacientes com dor lombar deve distinguir entre o padrão sintomático e a duração, e deve ser realizada de acordo com os padrões metodológicos mais elevados.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dor lombar: Tratamento efetivo

O que você faz para tratar uma dor lombar?
TENS?
Gelo?
Alongamento?


Se você estudar profundamente, vai ver que só isso não vai dar um bom resultado ao seu paciente.


A dor lombar é a desordem mais comum nos tempos modernos. Mas apesar do fato de milhões de pessoas sofrerem dessa patologia todo ano, existem muito poucos tratamentos efetivos para isso.
Existem tratamentos que só funcionam a curto prazo, mas não a longo. 
O "grande mistério" para entender a dor lombar, é saber a CAUSA da dor. E, na maioria das vezes, o sistema muscular é a raiz do problema.


A dor lombar aguda responde muito bem a Terapia de Ponto Gatilho. Já em pacientes crônicos, o tratamento pode se tornar um pouco mais complexo, pois envolve muitos grupos musculares e múltiplas interações de pontos gatilho, e pode levar algum tempo para o paciente sentir melhora, mas também é muito efetiva nestes casos.


Os músculos e os Pontos-Gatilho que causam Dor Lombar:


Existem mais de 12 grupos musculares envolvidos em casos de Lombalgia. Um simples caso de dor lombar pode somente envolver 2 ou 3 grupos musculares, mas se não tiver tratamento, pode aumentar para 10 grupos envolvidos. Estes Pontos-Gatilho adicionais pode produzir sintomas no nervo ciático, irradiando dor para a perna. Os grupos que são os fatores primários em dores lombares são:


-Quadrado lombar
-Glúteo Médio
-Iliopsoas
-Reto abdominal 



Algumas sinais e sintomas são indispensáveis para o diagnóstico de pontos-gatilho como:
· Dor referida (miogelose e tender points apresentam dor local);
· Nódulos sensíveis e papáveis, mas não é tão bem delimitado quanto a miogelose;
· Banda tensa (quando bem localizada aponta a localização mais provável do ponto-gatilho).


quarta-feira, 27 de julho de 2011

O músculo iliopsoas tem tudo a ver com a dor lombar

As dores na região lombar da coluna vertebral são conhecidas como lombalgias e sua prevenção ocorre por meio de exercícios de fortalecimento e flexibilidade. 


Dentre as musculaturas que atuam no balanço da posição quadril e da coluna em sua região lombar, o grupamento conhecido como iliopsoas é de extrema importância. A função básica desse grupamento é de levar a coxa em direção ao tronco, como no movimento de corrida e de chute. E caso a coxa seja fixada, sua função é tracionar o tronco em direção à coxa, como no movimento de flexão abdominal completa. 


Devido à sua atuação, o iliopsoas, quando encurtado pela falta de exercícios de flexibilidade, realiza uma tração frontal anormal do quadril, o que por sua vez aumenta a curvatura da coluna da coluna em nível lombar (hiperlordose). 


Com a hiperlordose, a região lombar será sobrecarregada e, em conseqüência, teremos o surgimento de lombalgias. Com o fortalecimento da musculatura abdominal, que é de extrema importância à reversão dessa situação, e da realização conjunta de exercícios de flexibilidade para o iliopsoas e quadríceps, já que o reto femoral atua em conjunto com o iliopsoas, conseguiremos prevenir o surgimento de dores lombares.


Portanto, de olho no iliopsoas!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Girar a borracha - Novo exercício para Epicondilite Lateral

Epicondilite Lateral ou Cotovelo de Tenista, é uma inflamação dos tendões que causa dor no ombro e braço. Os tendões envolvidos são responsáveis por ligar os músculos que estendem o punho e mão. Cotovelo de tenista produz dor na parte de fora do braço, diferente de outra condição similar conhecida como cotovelo de golfista, a qual afeta os tendões da parte de dentro do cotovelo. Apesar do nome “cotovelo de tenista”, pessoas com epicondilite lateral podem apresentar sintomas sem nunca ter pisado em uma quadra de tênis. Cotovelo de tenista é a principal causa de consultas médicas para dor no cotovelo, e acontece mais comumente no braço dominante. Embora cotovelo de tenista possa ocorrer em qualquer idade, é mais comum em pessoas de 30 a 50 anos, afetando igualmente homens e mulheres.


O tratamento tradicional é realizado: ultra-som, exercícios de fortalecimento e alongamento, massagem com fricção, gelo e calor.


Mas um exercício em particular é realizado dando ótimos resultados. É o exercício excêntrico de punho, onde se usa uma borracha chamada "Thera-Band FlexBar". Ideal para o músculo lesionado na epicondilite lateral.
Este exercício permite que o músculo alonge e contraia simultaneamente e ajuda a fortalecer sem recriar os sintomas.
Um estudo (confira aqui) por pesquisadores do Nicholas Institute of Sports Medicine and Athletic Trauma em Nova York, demonstra os benefícios desta técnica. No estudo, eles concluíram que a adição de exercícios excêntricos de extensão do punho usando a FlexBar era efetivo na melhora da força e na diminuição da dor em pacientes com Epicondilite Lateral. 


Se você não tem FlexBar, você pode usar a criatividade e improvisar com outro material para fazer o mesmo exercício.


Esta, é a foto da realização do exercício:



quarta-feira, 16 de março de 2011

Dúvidas sobre Coluna Vertebral

Olá gente!

Hoje, vou falar sobre algumas dúvidas que as pessoas tem sobre coluna vertebral:

Primeira:
A hérnia de disco lombar é uma doença grave? A cirurgia faz parte do tratamento?

Não. A hérnia de disco é uma situação freqüente que pode existir em pessoas que nunca tiveram dor na coluna.
Quando ela provoca uma dor na coluna com irradiação para a perna, conhecida como dor ciática, em cerca de 95% dos casos a cura se dá apenas com um tratamento clínico bem conduzido. Isso acontece devido a uma tendência natural do organismo em absorver o fragmento do disco intervertebral que causa os sintomas, o que ocorre num período entre quatro e cinco meses.
Geralmente, a cirurgia ocorre em pacientes que não responderam bem ao tratamento clínico por um período mínimo de seis a oito semanas ou se encontram em quadros emergenciais, como a síndrome de compressão da cauda eqüina (responsável pelo descontrole do esfíncter urinário e ou retal e adormecimento do períneo), ou em situações de dor incontrolável, com repercussões neurológicas.
Segunda:

A hérnia de disco na coluna cervical é frequente?

Sim. Sua ocorrência é comum, sendo encontrada em pessoas que nunca apresentaram sintomas. Infelizmente, ao ser identificada em um exame de imagem, atribui-se a ela a responsabilidade pela dor no pescoço, quando na maioria das vezes a causa é outra, como os estados de ansiedade, o bruxismo e problemas posturais, entre outras situações. Quando é de fato responsável pela dor, seu tratamento é clínico na maioria dos casos. Não mais do que 0,5% dos casos, têm indicações cirúrgicas.
Terceira:
O que é bico de papagaio?

O bico de papagaio é o nome popular de uma ossificação, chamada osteófitos, resultante de uma reação do osso a uma degeneração do disco. Recebeu esse nome porque, pois, ao raio-X, a imagem aparece com a forma de um bico de papagaio. E, dependendo do seu tamanho, assemelha-se a um bico de tucano. Na grande maioria dos casos, é um achado casual do raio-X, não apresentando sintomas. Não existe qualquer relação entre tamanho e número de bicos de papagaio com a idade do paciente e sintomas. Dependendo de sua localização anatômica, pode apresentar dor.
Quarta:

Crianças podem sentir dores nas costas durante o crescimento?

Não. É um erro relacionar as dores nas costas das crianças ao período de crescimento. Ninguém precisa ter dor para crescer. Por isso, a presença desse sintoma deve ser entendida como sinal de alerta e merecer atenção e cuidados necessários. Existe a possibilidade de haver dores musculares relacionadas ao excesso de atividade esportiva ou ao excesso de peso das mochilas escolares apoiadas na coluna dorsal. Não se deve deixar de também de descartar as chances de outras doenças, como processos infecciosos e reumáticos.

Quinta:
Usar salto alto prejudica a coluna?

Sim. Embora a elegância feminina peça salto alto, não abuse demais deste tipo de calçado. Saltos acima de 4 centímetros podem fazer mal à coluna se usados diariamente. Eles aumentam a lordose lombar, forçando as articulações posteriores, causando sobrecargas. Mas é claro que eles estão liberados para serem usados numa festa eventual.

Bem, depois falo sobre mais dúvidas que muita gente tem sobre coluna

até a próxima

FISIOCORPO-Clínica de Fisioterapia Ltda
Rua Nilo Peçanha, 951, 1o andar, Bessa.
João Pessoa-PB
Tel: (83) 3246-1048
email: karinameloft@hotmail.com